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Luciene Lacerda

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Criadora da Campanha 21 Dias de Ativismo Contra o Racismo, Luciene compartilha sua trajetória no Movimento de Mulheres Negras e sua luta por igualdade racial

Luciene Lacerda, uma pensadora do Brasil

Quem é Luciene Lacerda

Por Sofia Rocha

Luciene da Silva Lacerda é feminista negra, mãe de Luan Tambo, psicóloga, militante, mestra em Saúde Coletiva, especialista em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana e doutoranda em Educação pela Faculdade de Educação/UFRJ. Nasceu em  Nilópolis em 1959 e foi criada em Cascadura, zona norte do Rio de Janeiro. Na década de 1980, junto a sua irmã, foi a primeira não só de sua família, como da vizinhança inteira, a adentrar o ensino superior público através da graduação em Psicologia. Nesta época, a presença de mulheres negras nestes espaços era extremamente escassa. Antes de se tornar psicóloga, estudou no colégio Pedro II, o que a possibilitou  se tornar bailarina profissional e  dançar em espetáculos com a presença de Mercedes Baptista e Alcione.

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Luciene Lacerda

Em 11 de maio de 1988, aos 26 anos de idade, Luciene participou da Marcha Contra a Farsa da Abolição, gerando-a uma efervescência crítica. Como resultado, escreveu para o Conselho Regional de Psicologia uma carta denunciando o racismo na sociedade brasileira e a forma como ele ataca a subjetividade de pessoas negras. A partir desse momento, iniciou-se  sua longa trajetória na militância, se articulando a priori ao Movimento Negro e a posteriori ao Movimento de Mulheres Negras.

Através de seu contato com a militância e o sindicalismo, foi inspirada a realizar sua dissertação de mestrado enquanto atuava como psicóloga no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), debruçando-se em pesquisar acerca da forma em que sindicalistas negros observavam o racismo em seu dia-a-dia profissional. Ao longo dos anos, também pesquisou temas como assédio moral, saúde do trabalhador, saúde da população negra, entre outros. 

Ao longo dessa trajetória foi coordenadora da Comissão de Direitos Humanos e Combate às Violências, participou das Comissões De Heteroidentificação da UFRJ e foi uma figura importante para a criação do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) da mesma universidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Anos mais tarde, começou a idealizar sua campanha 21 Dias de Ativismo Contra o Racismo. Chamou para participar das atividades uma série de pesquisadores, retificando a importância da coletividade nesse processo. Sua ideia, que veio a se tornar um dos objetivos da campanha, era de, para além de incentivar um movimento antirracista, fortalecer a luta do dia 21 de março, Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. A data supracitada, determinada pela ONU, surgiu devido ao massacre de Shaperville na África do Sul no ano de 1960, onde uma ação violenta e racista do governo deixou 69 jovens mortos e 186 feridos. 

Dessa forma, a campanha ocorre no mês de março durante 21 dias inteiros. Tem-se  diversas atividades antirracistas que promovem debates sobre a causa e a importância de se discutir sobre o racismo e como a população negra é atravessada por esta problemática. Hoje, a campanha ocorre em todo o Brasil e em diversos países e mobiliza muitos ativistas que lutam e defendem o antirracismo. Trata-se de uma campanha apartidária, sem fins lucrativos e autogestionada cujo propósito é ampliar a luta contra o racismo e a conscientização acerca das devidas punições para aqueles que têm atitudes racistas. A campanha busca mostrar que para combater o racismo é preciso ter atitudes coletivas, pois não é possível existir uma verdadeira democracia em uma sociedade racista.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Luciene da Silva Lacerda é uma mulher que não só é uma pensadora do Brasil, como luta por mudanças concretas na sociedade e nos espaços em que ocupou. Faz questão de certificar que sua militância vai para além de organizações políticas ou campanhas, está presente em sua vida cotidiana, sendo parte de sua subjetividade enquanto pessoa.

 

 

Além da campanha 21 Dias de Ativismo Contra o Racismo, que atualmente é realizada em uma série de países para além do Brasil e da América, Luciene deixou traços de mudanças por lugares que percorreu, como a UFRJ e no presente momento no Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro. Por onde passa, Luciene é movimento e mudança, uma mulher que pensa e transforma o Brasil.

Gostaria de conhecer mais sobre a trajetória e importância de Luciene Lacerda e a campanha 21 Dias de Ativismo Contra o Racismo? Assista nossa entrevista!

 

 

 

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